domingo, 15 de maio de 2011

Quiromancia do amor


Pegue a minha mão, olhe os traçados da minha vida, os caminhos do passado, as obras reencarnadas e o destino calculado. Se há algo que amargue minha alma, poupe-me a ciência, mostre o que agregue, o que me dê esperança de prosseguir pelos trilhos da minha mão. Não importa os riscos que estão inscritos, muito menos os perigos que enfrentarei, se tudo for por uma boa causa, farei conforme o destino guiar-me. O amor é o primórdio em ser revelado, vê algo além da minha compreensão? Poderei continuar usar as minhas varias faces? Meu coração de pedra será quebrado pela pulsação da paixão? As duvidas que carrego sobre o sentimento amar,  trago de minha vida passada ou do portal que abri e não tranquei no momento exato?  Preciso saber!  O que tem a dizer-me? Posso sonhar com um conto de fadas? Ou com a amargura de ser mal amado? Tire as minhas inseguranças, não engane-me fantasiando ou iludindo minha alma.
Tudo o que mais quero é amar, entregar-me ao fogo da paixão, jogar-me entrelaçado no véu envolvente da luxuria. Quero arrancar para fora a chama que me queima por dentro, que arde o desejo intenso de sentir-se desejado. Vou despir-me do véu negro que envolve o meu bom lado de ser, quero que penetre em minhas entranhas que mexa com minhas estruturas, faça a cada encontro eu tremer de ansiedade, suar frio, sentir minhas mãos congelando.
Não quero mais um amante, eu quero um amado, alguém que saiba quebra meus protocolos, minha forma hostil de pensar sobre o amor. Não importa para mim se vai ser perigoso, amargo ou fatal, o meu intuito é amar, vou combater meus demônios, enfrentar minhas tentações. Vou arriscar, mesmo que possa enterra de vez os meus paradigmas sobre esse tal amor, o que  custará provar da maça que me oferece? E então? Se descobriu o que reserva meu futuro, não me diga! Deste fruto não me apeteço, pois já estou amando, pois está historia escreverei na palma da minha mão.