domingo, 9 de outubro de 2011

Disfarçando do passado


   Cansei-me do seu blá,blá, blá, nunca fui mulher de arrastar-me por homem, não vai ser você que irei fazer isso, frouxo, canalha, arrogante e descarado. Passa de mais um marmanjo, um otário, que arrasta para o lado de um rabo de saia, sua indelicadeza em trata-me como mais uma, não ´´cola``, não tem palavras e quando marca um encontro, sempre dando-me o ´´bolo`` estou estafada de suas armações, achou que sou uma mulher qualquer? Está enganado! Mas desta vez está acorrentado! Vai virar meu capacho, meu animal de estimação; No primeiro encontro você dizia que não tinha razão que te prendia, mas eu cheguei! E sei lidar com bandido, como gente da sua laia. Vou tirar minhas garras e encravar em suas costas, fazer você sofrer por amor.  

   Já passei por historia semelhante, humilhei, amei quando não tinha necessidade, quase me chamaram de vadia, repudiada fui da minha família, por amar um homem que não valia nada. Fiquei em depressão, cai na rua da amargura, comi o pão que a paixão amassou e fui ao fundo do poço. Eu sofri tanto que não havia palavras que preenchia meu vazio, não havia emoções que dissesse quem eu era, fique longe da felicidade por muito tempo. Passaram-se todas as estações do ano e a dor ainda era latente, meu coração estava abatido, em retalhos, sangrava em minhas mãos, pois arrancai minhas emoções de tanta desilusão.  Tudo dividia minha sorte, minhas ações, incertezas, e a vontade de viver. Tudo isso vivi, por causa de um farsante, que deixou vivenciar a ilusão, fazendo promessas de felicidade eternamente. O que mais feriu, foi quando ele disse: Eu te amo. Toda vez eu me lembro disso, penso em você. 

   Por isso não vou deixar você passar batido, vou fingir de enganada, de mulher que sofre por migalhas, quero dar corda a você, no momento em que você dizer à frase que eu quero ouvir. Verás que não sentirei o mínimo que senti pelo outro. Quer o meu dinheiro? Não sei. A única coisa que sei que amei uma única vez, para nunca mais. O meu conceito empedrado sobre o amor é guardado, escondo debaixo dos panos, atrás dos santos, para que eles intercedam sobre macula da minha historia vivida.  O amor não pode ser um carma em minha vida, recriar situações parecidas. Perco o controle da minha razão, acabo caindo na rede da ilusão. O que faço contigo? Repudio você no porão da minha vida ou mantenho entre os lençóis da minha cama? Ai! Como você deixa-me confusa, não sei dizer que mentira viver?  Ou invento ela para fugir do amor. Não sei que decisão tomar, acabei caindo em contradição em minha valentia de enfrentar a duvida entre começar de novo ou cai na tristeza da infelicidade, quando mais latente ele fica, mais fraca eu sinto. Vou entregar-me de vez! Joga a razão para o alto. Mas eu tenho que amar-me primeiro, não posso cair no conto de um sonho imaginário. 

   Minha decisão é tomada! Você não vale à pena! Saia da minha vida, da minha historia, não tenho alma de bandida, muito menos de mulher ressentida. Não quero ser histérica e muito menos comportar como mal amada. Vou carregar o meu passado escravo em minha alma, um dia livrarei desta historia marcante, e recomeçarei um novo. O novo que fará de mim segura em escrever uma nova historia, Aonde eu posso morrer por  amor, mas morrei sabendo que encontrarei o amado no paraíso de minha alma.