domingo, 7 de agosto de 2011

Filmados pelo amor.

   Olho desesperadamente ao relógio roendo as unhas, ansiedade lateja com o tic-tac do relógio, ando de um lado para o outro e mesmo assim a campainha não toca, tenho um encontro marcado, mais uma aventura em minha agenda amorosa. Mas o tempo não passa! Estou ficando paranóico, completamente louco, ele mexe com minhas estribeiras, faz eu perde o controle do meu equilíbrio emocional. Estou louco de amor por ele, completamente encantado com a atenção que ele me dá, com a felicidade que ele carrega embrulhada em todos os presentes que eu recebo em cada encontro, não tenho palavras para expressar sua modéstia vontade de amar-me loucamente, corresponder-me em cada detalhe. Estou amarrado, amordaçado, sem forças para corresponder a sua doçura.
   A campainha toca, corro para o espelho, vejo se estou alinhado, minhas mãos estão tremulas, o suor não pode entregar-me que estou nervoso. Corro para a porta abro e vejo a sua imponência, sua elegância no olhar, deixando-me constrangido, derretido. Fica na minha memória a pergunta, onde ele está levando-me? Ele é sempre cavalheiro e sabe muito bem os meus gostos, adivinha os meus desejos. Temos uma sintonia invejável, harmônica, extravagante. Entrei no carro, como sempre, ele abriu a porta, fiquei apreensivo, pois ele estava mudo, não perguntou sobre o meu dia, sobre minha vida, achei que havia feito algo. O tempo passou e chegamos ao cinema, ainda calado, saímos do carro, ele já havia comprado os ingressos, entramos na sessão em cima da hora, quando chegamos não havia ninguém, somente havia duas poltronas naquele vasto salão e uma tela gigantesca. Sentamos, nos acomodamos, ele estendeu a mão e pediu para que eu segurasse na dele, segurando, ele apertou fortemente e sorriu. Quando começou o filme, fomos transportados dentro da tela.
   Nunca tinha visto tanta loucura, fui transportado para um mundo aonde tudo era possível. Entramos em uma cena de nossas vidas, aonde havia momentos de felicidade infinita e foi surpreendente, pode viver novamente o primeiro beijo,  cenas eu dei pausa, outro momento eu acelerei, alguns tive que voltar a cena, era tão bonita, que trazia o êxtase da satisfação, exclui algumas, passeamos pelos locais marcantes novamente, coisa pequenas eu modifiquei, algumas pessoas foram substituídas do script, caminhávamos de mãos dadas pelas cenas doidas, picantes, saliente, envolventes, que censurei (risos) , cortei cenas tristes, guardei na caixa do meu coração, como recordação de nossas diferenças, e abro para rimos das situações que o tempo apaga. De repente, ele parou de rodar o filme, paramos em uma cena que ele segurava minha mão dentro do cinema. Olhou em meus olhos, meu coração acelerou.
- Ele disse: Não há final para este filme, mesmo que corte as cenas, substitua as pessoas, que descarte a cenas tristes, ele continuará o mesmo, não tente modificar nossa eterna historia, eu levei você para dentro de nossas cenas, lembrar que o nosso amor, nossa devassa paixão pode sempre marca uma cena inesquecível de nossos momentos. Deixe que o final o amor conduza, juntos encenaremos nosso roteiro e daremos continuidade, fazendo em cada cena um final feliz.