domingo, 28 de novembro de 2010

O jardim e o jardineiro


O banquinho se encontra vazio, as arvores com pouca folhagem em meio à primavera as arvores não dançam mais ao passar do vento e a grama não está verde como de costume, as sementes que plantamos, algumas nem chegaram a brotar, abrolhos não foram tirados e sufocam as belas flores que conservamos ao longo das estações. Onde nós estamos no jardim? O encontro marcado com o jardineiro foi tantas vezes quebrado por nossas fraquezas e decepções que carregamos ao longo das estações. O jardineiro sempre estava naquele banquinho esperando você tomar atitude de aparecer, mas, mesmo sabendo que Ele estava lá, você escondeu-se em meio à bagunça que se encontra o seu jardim. O tempo vai passando, o tempo chuvoso chega, depois à friagem e logo vem o tempo quente, e você fica tão vulnerável a ficar doente e mais fraco, mas mesmo o tempo passando você não tem forças para sair do seu esconderijo. A sua quietude e comodismo faz com que o jardim perca vida. Mas mesmo com os seus problemas o tempo não é suficiente para fazer o jardineiro desistir, em algumas áreas do jardim Ele continua a cuidar, mesmo você não sabendo, ele cuida por você.
Passando por todas as estações, um belo dia quando o sol já se esconde você sai do seu esconderijo e anda pelo jardim, observa como as plantas estão sendo cuidadas, como os abrolhos não crescem mais, mesmo quando você cuidava, o jardim não tinha tanta variedade de flores como tem agora. Você continua a andar e há perceber quanto tempo foi gasto em seu esconderijo, o inverno ainda permanece em sua vida, em seus sentimentos, que você sente-se frustrado por não poder compartilhar isso com o jardineiro; Você começa a recorda-se como você tinha intimidade com ele, como suas palavras eram conforto para sua alma. À noite para você fica tão frustrante em lembrar quanto tempo você perdeu, quantos sonhos que você desenhou, arquitetou e a maioria foi congelada ou esquecida ao passar das estações; Planejamos tanto para o nosso jardim, mas não foi o suficiente para deixá-lo intacto, mesmo com o cuidado do jardineiro a algumas áreas que você o restringiu de entrar.
Ao longo desta caminhada pelo jardim, você chega ao baquinho, onde te leva a brotar a esperança em encontrar o jardineiro novamente, você senta nele e sente uma presença esperançosa que alivia a sua alma, mesmo chegando o fim de mais um ciclo das estações, você se sente que não é tarde para recomeçar. Uma brisa suave toma do lugar, a luz da lua parece mais forte e um toque leve em seu ombro é o suficiente para você reconhecer que o jardineiro, mesmo terminado seu trabalho ele te espera. Aquela voz doce e mansa, dizendo para você não temer é familiar e agradável aos seus ouvidos. A presença do jardineiro amigo te faz mais feliz, alivia sua alma. Em uma maneira exuberante os campos começam a brotar, ao longo da conversar com o jardineiro as plantas tomam vidas, os pássaros mesmo a noite, cantam a canção da esperança, os riachos brotam águas cristalinas, as arvores reajustam conforme a estação e carregam de uma folhagem verde e frutos maduros. Sem você perceber ao seu redor, a vida toma conta do seu jardim, a tarefa primordial foi feita com sucesso pelo jardineiro que teve todo o amor de cuidar para você. O banquinho não esta mais vazio, sua aflições, amarguras, depressões, foram levadas pelas fortes correntezas do perdão, amor e a fé em acreditar que o jardineiro pode nos torna o nosso melhor amigo.  Jesus, este é o jardineiro de nossas vidas, mesmo não o conhecendo o suficiente ou como Ele desejaria que conhecêssemos, mesmo passando as estações Ele tem todo o amor em cuidar dos abrolhos que aparecem no nosso caminho de tirar os espinhos dos nossos canteiros, de remover as pestes que matam nossas plantações e sentar no banquinho e ensinar-te como cuidar do jardim.